sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Distração ♫'

Num momento 'romântico' e saudosista, os vídeos são em dedicatória ás mais marcantes almas que bateram em meu peito. Nem mais uma palavra mencionarei..

Á mais bela e trágica história de Romeu e Julieta que infelizmente vivenciei.. Romance épico e recíproco..  Minha eterna saudade..


E por fim e não menos importante.. O amor avassalador que me transformou de todas as formas possíveis e imagináveis.. Meu forte durante a guerra.. Meu primeiro e último escolhido..


'Pensamento Desnecessário #50

Provocada por diversos sentimentos, caminho por entre meus pensamentos mais íntimos e já com nostalgia pelos momentos que não mais viverei. Revendo o que vivi, sinto que deveria ter feito melhor e com mais zelo e menos grosserias. Pelos caminhos que andei, encontrei pessoas importantes e outras nem tanto; houve os que me machucaram e os que foram feridos; houve os que de mim desenvolveram mágoas, e os que alimentam um recíproco respeito..
Muitos desses opostos estavam em um único ser, uma boa ironia da vida..

segunda-feira, 4 de junho de 2012

'Pensamento Desnecessário #49



Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.
 Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 28 de maio de 2012

'Pensamento Desnecessário #48

7 pecados, 7 tentações, 7 certezas.
Minha alma repousa sobre lençóis negros entre armas e tramas, alimentando redes de pensamentos banhados em desejo. Continuo tecendo as teias de meus jogos ignorando os moralismos. 
Me criei no mundo, solitária, em noites enlouquecidas atravessando travesseiros e perturbando sonos com trejeitos e mil fantasias. Minha postura não é de santa, sou assim desde que me lembro, gerando em meu ser pequenos fragmentos de sentimentos. Não ajo com candura pra conquistar; sou mergulhada em volúpia rubra, sua imaginação sobre minha  luxúria te supre. Delicio-me com aveludadas cerejas e um doce vinho, me ponho a delirar sob a luz da lua. Não penso mais em quem sou, apenas aceitei. Nem meu olhar ou mesmo o ato de conduzir minhas cerejas aos meus lábios escarlates lhe dizem respeito ou agrado, se não aguenta o jogo apenas o abandone.. 
E assim, pela noite terminamos, após em forma de vampira ter sugado sua última gota de sangue, desapareço como uma gata arisca e antes que perceba, já repouso realizada em meu caixão, antes dos raios de sol conflitarem as lápides. 

'Pensamento Desnecessário #47

Pra mim tem que ser louco, quente, intenso e principalmente verdadeiro. 
Não quero mais ou menos.. Não! Quero sempre tudo..
Se vier baby, venha com coragem e alguma bebida, venha mais vem com tudo. 
Tira meu sossego.. não minha paz. 
Tire minha roupa, porém nunca ouse tirar meu sorriso. 

'Pensamento Desnecessário #46

Sob a luz da lua, ao som de um velho Rock'n'Roll, vou tecendo minhas teias de palavras sem pensar na coerência que não possuem ou no sentido que não tem.
Passo esta noite fugindo dos espelhos que refletem-me deselegantemente e sem minha permissão. Imagens como estas, distorcidas e cruas, não me tem relevância após algumas taças de vinho.
Nada mais me interessa neste momento que encontrar, dentre meus corpets, fitas, cinta-ligas, meias e luvas, meu antigo músculo involuntário que perco com facilidade pelas esquinas da vida. Procuro meu coração, com aparência e disfarce de fígado, ele se disfarça por medo de se ferir; caso o encontrem envie-me, mesmo que por correio, em alguns poucos momentos ele faz falta.

'Pensamento Desnecessário #45

-Sinto saudades do tempo que tinha pouca responsabilidade e mais equilíbrio;
De quando tinha menos medo do futuro e de perder pessoas que nunca me pertenceram.. Saudades de quando eu era forte.
Mudei muito. Mudei de forma desprogramada, involuntária, foi algo intenso e imperceptível  á primeira vista. O tempo me ensinou lições que nem imaginava existir, me mostrou seu poder de curar, ou no mínimo cicatrizar feridas, me fez crescer. Minha mente, meu corpo, minhas idéias, meus planos.. em tudo sinto mudanças, boas e ruins. A desvantagem em crescer e descobrir o que realmente importa, é justamente o medo de perder o pouco já conquistado. 
Poucas coisas são válidas na vida, porém nos apegamos.
Só de imaginar tais perdas, sinto o medo apertar meu peito.
Como sinto falta do desapego..